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Brasil quer chegar a 2030 com 30% de combustíveis renováveis

Atualmente, 25% dos combustíveis usados no país são renováveis

Por Valdemar Rocha em 04/08/2021 às 15:18:14
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Brasil atualmente a segunda posi√ß√£o no que se refere à produ√ß√£o de biodiesel no mundo e é o maior produtor de etanol vindo da cana de a√ßúcar, afirmou o secret√°rio de Petróleo, G√°s Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Coelho, em entrevista ao programa A Voz do Brasil. Segundo ele, nossa matriz energética e de transporte é uma das mais limpas do mundo. Cerca de 25% do combustível que utilizamos é proveniente de fontes renov√°veis e a meta é de chegar a 2030 com uma participa√ß√£o de 30%. "Isso é único no mundo".

Um dos respons√°veis por esse incremento ser√° o programa Combustível do Futuro. Lan√ßado em abril deste ano, ele tem como objetivo aumentar a participa√ß√£o de combustíveis renov√°veis e de baixo teor de emiss√Ķes na nossa matriz e desenvolver tecnologias veiculares nacionais. "O Brasil avan√ßou muito nos veículos Flex Fuel, na utiliza√ß√£o dos biocombustíveis. Nesse período de transi√ß√£o energética temos de desenvolver ainda mais essa tecnologia veicular." Outro objetivo é desenvolver novos biocombustíveis: "Estamos olhando pra frente e vendo novos combustíveis que possam ser inseridos na nossa matriz energética, na nossa matriz de transportes", disse.

De acordo com Coelho, o mercado de biocombustíveis j√° é uma realidade no transporte de cargas com o uso do biodiesel. Outras op√ß√Ķes s√£o o diesel verde, que j√° vem sendo usado na Europa, o g√°s natural e o biometano. Segundo ele, a ideia é, por meio do meio do Combustível do Futuro, desenvolver op√ß√Ķes para o setor aéreo e aquavi√°rio. No caso da avia√ß√£o, ser√° utilizado o bioquerosene de avia√ß√£o.

O programa Combustível do Futuro também traz estímulos para que operadores de Petróleo e G√°s Natural invistam em pesquisa e desenvolvimento.

Acompanhe a entrevista completa:


Fonte: Agência Brasil

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